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8 de jul. de 2021

CPI vai cobrar de Bolsonaro posição sobre acusações de Miranda, veja ainda

 

A cúpula da CPI da Covid enviará uma carta ao presidente Jair Bolsonaro para cobrar dele uma posição sobre as acusações feitas pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), anunciou nesta quinta-feira, 8, o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente do colegiado.

"Hoje, eu, o vice-presidente [da CPI, senador Randolfe Rodrigues] e o relator [senador Renan Calheiros] estamos mandando uma pequena carta para o senhor. Para o senhor dizer se o deputado Luis Miranda está falando a verdade ou está mentindo", afirmou o parlamentar, ao acrescentar que Bolsonaro está há 12 dias sem se manifestar sobre as denúncias.

Miranda disse à imprensa e ao colegiado que ele e o irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, denunciaram ao presidente em uma reunião suspeitas de irregularidades no processo de compra da vacina indiana Covaxin. Segundo o deputado, ao ouvir o relato, Bolsonaro teria dito que isso "era coisa" do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara.

Aziz cobrou que Bolsonaro diga se Miranda mentiu e se o líder na Câmara está envolvido em irregularidades.


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Bolsonaro diz que não vai responder carta de CPI: "Caguei"




A carta encaminhada pela direção da CPI da Covid no Senado pediu um posicionamento do presidente sobre a acusação do deputado Luís Miranda.


O presidente da Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que irá ignorar carta encaminhada pela direção da CPI da Covid no Senado pedindo um posicionamento sobre acusação do deputado Luís Miranda (DEM-DF) de que ele teria relacionado o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), com supostas irregularidades na compra da vacina indiana contra covid-19 Covaxin.

Bolsonaro recomendou, ainda, na tradicional transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais, que o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Omar Aziz (PSD-AM), o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), "deitem" para esperar uma resposta à carta assinada por eles, que foi protocolada na tarde desta quinta-feira no Palácio do Planalto.

"Hoje foi, acho que não sei se foi o Renan, ou o Omar, e o saltitante, fizeram uma festa lá embaixo, na Presidência. (Vieram) entregar um documento para eu responder pergunta à CPI", disse Bolsonaro.

"Vocês sabem qual a minha resposta, pessoal? Caguei. Caguei para a CPI. Não vou responder nada", acrescentou.



ATarde/Terra

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