Líder técnica da OMS explicou que todos os vírus
passam por mutações. Cientistas estão estudando a nova variante para determinar
se ela provoca alterações no comportamento do coronavírus.
Por G1
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta segunda-feira (21) que ainda não existem evidências de que a nova mutação do coronavírus aumente a gravidade da doença.
"O Reino Unido relatou que esta nova variante é transmitida com mais facilidade, mas não há evidências até o momento de que seja mais provável que cause doença grave ou mortalidade", explicou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
A líder técnica da organização, Maria van Kerkhove,
reforçou que todos os vírus passam por mutações e que cientistas de todo o
mundo estão avaliando cada uma das mutações para entender sua importância.
“Estamos tentando determinar se a variação tem consequência para
transmissão, se há diferença na severidade da doença, se há diferença na
produção de anticorpos. Mas ainda não temos evidência de alterações no
comportamento do vírus. Assim que nós soubermos, nós avisaremos”, disse a líder
técnica.
Mike Ryan, diretor de emergências da entidade, disse que os países estão agindo com base no “princípio da precaução” em reação à variante e que isso é “prudente”. Ryan explicou que a nova cepa não "está fora de controle".
"Tivemos uma R0 (taxa de reprodução do vírus) muito superior a 1,5 em diferentes momentos da pandemia e conseguimos controlá-la. Portanto, essa situação não está, neste sentido, fora de controle", declarou Ryan.
O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) também alertou que não há evidências de que essa nova cepa seja mais perigosa. “Não há nenhum indício até este momento de maior gravidade infecciosa associada à variante”.
Segundo o ECDC, estudos estão sendo realizados para determinar o risco de reinfecções e a eficácia das vacinas.
Restrições pelo mundo
Diversos países da Europa e de outros continentes
aderiram nesta segunda-feira (21) às restrições aos voos do
Reino Unido, onde uma nova variante de coronavírus, mais
transmissível, foi detectada.
As medidas são uma proteção contra a disseminação de uma nova
cepa do coronavírus Sars-CoV-2 que os britânicos disseram estar em circulação
em seu território e que seria até 70% mais
transmissível.
Na América do Sul, Argentina, Colômbia, Chile e Peru decidiram fechar as suas
fronteiras aéreas com
o Reino Unido devido ao avanço da nova variante do coronavírus. El Salvador e
Canadá também impuseram restrições.

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